Domingo, 8 de Fevereiro de 2009

DE VOLTA AO BLOG

Pessoal, inicialmente eu peço desculpas à quem durante esse período do dia 8 de outubro até hoje tenha entrado em meu blog, pois ele ficou um pouco "abandonado". Vários acontecimentos importantes ocorreram durante esse período e não foram registrados aqui no "Opiniões, cotidiano e política. Quero ressaltar que a partir de hoje, os acontecimentos mais relevantes tanto no Brasil quanto no mundo no que se refere à política, economia, assuntos do nosso cotidiano (como esportes, tempo, acontecimentos marcantes) será registrados aqui.Devido à um grande espaço de tempo ( 90 dias exatamente) eu irei fazer um resumo dos fatos que foram marcantes tanto no Brasil, quanto no mundo nesses dias. De volta à ativa!
SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS: Meu último artigo foi em relação à democracia brasileira e as eleições municipais no dia 5 de outubro de 2008. No dia 26 de outubro do mesmo mês 30 cidades brasileiras, sendo elas 11 capitais, as quais possuem mais de 200 mil eleitores e não elegeram seus prefeitos em primeiro turno voltaram às urnas para mais um exemplo de democracia. Uma eleição rápida (tanto nas votações quanto nas apurações) sem nenhum incidente grande, elegeu novas esperanças, assim como manteve o que a população quis que fosse mantido.
Nas duas maiores cidades do País, venceu de fato o candidato que as pesquisas apontavam como vitoriosos no segundo turno, mas com algumas curiosidades: Em São Paulo, a candidata Marta Suplicy (PT) era tida como favorita no primeiro turno e sua vitória já era dada quase como certo. Os resultados do primeiro turno já começavam a apontar o contrário, o então prefeito Gilberto Kassab (DEM), venceu com uma pequena vantagem no primeiro turno, desfazendo as indicações de vitórias da petista nesse pleito. No segundo turno, após uma série de acusações e comprações de ambos os lados, Gilberto Kassab (DEM) foi reeleito prefeito da cidade de São Paulo com 60% dos votos válidos.
No Rio de Janeiro, o candidato Fernando Gabeira (PV), surpreendeu na reta final do primeiro turno, ultrapassando o candidato Marcelo Crivela (PR) e seguiu para o segundo turno com Eduardo Paes (PMDB). A onde Gabeira invadiu a cidade e a disputa no segundo turno foi muito apertada. Eduardo Paes (PMDB) o qual recebeu o apoio do Governador Sérgio Cabral e do Presidente Lula, foi eleito com 51% dos votos válidos.

Em Salvador o ideal de renovação apareceu ainda mais forte. Desde a redemocratização há mais de vinte anos que um candidato do chamado Carlismo (discípulos da corrente política do Senador Antônio Carlos Magalhães, falecido em 2007) não disputa o segundo turno das eleições municipais na capital baiana. O candidato ACM Neto (DEM) ficou fora da disputa sendo essa concorrida pelos candidatos João Henrique (PMDB), reeleito prefeito de Salvador com 58% dos votos e Walter Pinheiro (PT).
Em Manaus um já muito conhecido membro da política amazonense foi eleito novamente prefeito da capital. Ex-prefeito e ex-governador, Amazonino foi eleito com 57% dos votos contra o adversário Serafim Correa (PSB).
Em São Bernardo do Campo na Região Metropolitana de São Paulo, uma das cidades mais ricas do País, o ex-sindicalista e ex-ministro João Marinho (PT), venceu com 58% dos votos o adversário Orlando Morando (PSDB) no segundo turno. Marinho foi um dos candidatos que mais recebeu o apoio do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em Campos dos Goytacazes (RJ) uma também já muito conhecida figura política do Estado foi eleita prefeita da cidade. Rosinha Garotinho (PMDB) venceu em segundo turno com 54% dos votos o adversário Arnaldo Viana (PDT).
Na cidade de Joinville (SC), considerada uma das mais conservadoras do País, pela primeira vez um candidato de esquerda foi eleito prefeito da cidade. Com 63% dos votos em segundo turno Carlito (PT), venceu Darci de Matos (DEM).
Dessa forma, no geral foi o segundo turno das eleições municipais de 2008 em todo o Brasil. Com muita paz, participação em massa, alguns nomes novos tomaram posse desse novo cenário político, outros mais conhecidos continuam marcando suas presenças. O meu desejo é que eleições dessa forma possam ocorrer com cada vez mais força na vida política brasileira, que o povo do nosso País possa compreender a força de decisão que contêm seu voto e a grande importância para que possamos desenvolver uma sociedade cada vez mais justa e soberana. Parabéns ao Brasil e ao povo brasileiro.

ELEIÇÕES AMERICANAS: Após apenas alguns dias de a jovem democracia brasileira dar seu exemplo ao mundo, a maior e uma das mais consolidades democracias que já se existiu até hoje apresentou um exemplo de superação, de desejo de mudança e que um País democrático pode ser tornar ainda mais democrático. Queria nas verdade ter feito um tópico somente para esse fato, que recebeu muito destaque em toda a mídia mundial e sem dúvida o dia 5 de novembro de 2008 vai ficar a história como um dos mais importantes da história dos Estados Unidos e do planeta. Gostaria também de exemplificar como funciona o sistema eleitoral americano, que é um pouco confuso mas isso ficará para depois.
Durante mais de um ano entre prévias e campanha de fato os Senadores Barack Obama (Democrata) e John McCain (Republicano) travaram uma disputa acirrada por um lugar na Casa Branca e controlar a nação mais poderosa do mundo. Diferenças ideológicas e planos de governo distintos marcavam essa disputada. Obama apresentava um programa totalmente distinto ao do então presidente George W. Bush. Novas formas de lidar com a economia, com a classe média, novo sistema tributário, na política internacional, menos intervencionista e menos bélicas e também com um maior repeito às minorias do País e assuntos polêmicos.
O adversário McCain apresentava basicamente a mesma forma de governar do então presidente Bush. Política externa agressiva, apoio aos grandes conglomerados economicos, política conservadora em relação à temas polêmicos, minorias e imigrantes.
Essa não foi uma eleição comum nos Estados Unidos. A maior potência do planeta está atravessando nada menos do que a pior crise financeira de sua história, vendo sua hegemonia e a condição de vida da população sendo ameaçadas dia após dia e um dos maiores responsáveis por isso foi o governo de George Bush durante oito anos. Mas ao mesmo tempo, a sociedade temia um governante inexperiente, principalmente em assuntos externos, que para os EUA são estratégicos, devido à grande ameaça de terrorismo e ataques de inimigos que o País sofre.
O discurso de mudança e renovação foi uma das principais estratégias da campanha de Obama, enquanto McCain convidou a governadora do Estado do Alasca para ser sua vice Sarah Palin. Com personalidade forte e beleza à vista essa foi uma estratégia para tentar conquistar os votos de quem pretendia votar na pré-candidata democrata Hillary Clinton.
No dia 5 de novembro de 2008, milhões de pessoas mundo afora acompanharam um grande exemplo de que a esperança nunca morre, devemos sim lutar pelos nossos sonhos e que a democracia é sempre o melhor caminho para se conquistar uma nação justa.
Barack Houssein Obama, filho de mãe americana e pai queniano, advogado e senador é nada menos do que o primeiro negro eleito Presidente dos Estados Unidos da América.

ENCHENTES E TRAGÉDIA EM SANTA CATARINA: Nas últimas semanas de novembro de 2008, o Brasil e o mundo assistiram estarrecidos à uma das maiores tragédias climáticas no Brasil, as enchentes no Estado de Santa Catarina. Efeito, talvez das mundanças ambientais que o planeta vem sofrendo nos últimos anos, não se sabe. O fato é que o Estado do Sul do País recebeu um volume de chuva nunca antes registrado em muito pouco tempo, reduzindo belas paisagens e cidades inteiras à simplesmente lama, água e muita destruição. O saldo da tragédia no início do mês de dezembro era de 129 mortos e mais de 100 mil dasbrigados ou desalojados. Boa parte desses viram casas e sonhos que construíram durante uma vida toda sendo levados pela enxurrada, além das vidas de amigos e familiares.
As imagens sendo noticiadas a todo momento eram impressionantes. Morros simplesmente se "desmancharam" como se nada fosse, lama invadindo cidades e cidades e casas sendo arrastadas e destruídas como se fossem de papel. Estradas bloqueadas, cidades isoladas, fome, tristeza e perplexidade foi o cenário catarinense no final do ano de 2008.



A cidade de Blumenau é considerada uma das mais bonitas do Brasil e conhecida por sua arquitetura germânica e a famosa Oktoberfest (versão brasileira da festa da cerveja que ocorre anualmente em Munique, Alemanha). Mas naquele momento, nada disso existia, a cidade se via em meio à muita destruição e lama. Muitas pessoas morreram em Blumenau, assim como em Itajaí onde fica um dos principais portos do Estado que foi praticamente destruído. Os prejuízos ao Estado e empresas somaram bilhões de reais. E a reconstrução levará anos para ser finalizada
A solidariedade do povo brasileiro foi excepcional. Toneladas de alimentos, roupas, água e remédios foram enviados dos quatro cantos do País. Caminhões partiam de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, Belém entre vários outros lugares. Voluntários deixavam suas casas e famílias para ajudar na distribuição dos mantimentos aos desabrigados. O Corpo de Bombeiros de SC, a Defesa Civil e o Exército fizeram um trabalho incansável e excepcional. A cada vida resgatada uma nova vitória. Instituições religiosas, emissoras de TV e outras organizações não-governamentais também fizeram uma corrente de solidariedade para ajudar os flagelados das enchentes catarinenses.
Esse pode ter sido um sinal de que a humanidade está brincando há muito tempo com a natureza e que agora podemos estar começando a pagar pelo preço. Eventos como esse pode sim voltar acontecer cada vez com mais força e devemos estar preparados. No ano de 2005, o próprio Estado de Santa Catarina já havia presenciado um fenêmeno nunca antes registrado em território brasileiro: o furacão Catarina e no ano de 2008 as chuvas intensas e destruidoras.

CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL AUMENTA E DERRUBAM AS VENDAS DE NATAL NOS ESTADOS UNIDOS E NA EUROPA: Anteriormente já foi postado alguns artigos sobre a crise financeira e seus estragos que essa vem causando na economia global. Nos Estados Unidos os indicadores econômicos pioraram significativamente no final de 2008, com o desemprego aumentando cada vez mais, o consumo cada vez menor, a recessão foi dada como certa e até a possibilidade de uma deflação grave já foi especulada na Europa e nos Estados Unidos, o que simbolizaria uma depressão economica.
O Natal é tradicionalmente é melhor época de vendas e consumo no mundo todo. Mas não foi o que aconteceu em 2008, principalmente nos países desenvolvidos, onde a cautela e o medo do desemprego fez com que as lojas ficasses vazias. Nos Estados Unidos, na França, Alemanha e Inglaterra a queda nas vendas foi em média 45% menor do que no mesmo período de 2007. O que caracteriza uma desaceleração de consumo muito grave.
Parece que para 2009 o presente para o Papai Noel quem pediu foram os comerciantes. Fazer com que os consumidores voltem a gastar, nem que seja na semana de liquidação. Somente uma crise de tamanha dimensão para mudar um hábito extremamente essencial na vida dos americanos, o consumo.

CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL BATE NAS PORTAS DO BRASIL E O GOVERNO TOMA MEDIDAS: Há alguns meses, no início da crise, as autoridades brasileiras de mostravam confiantes em relação à crise financeira internacional, mas devemos lembrar que vivemos em um mundo globalizado e o que ocorre do outro lado do planeta tem sim reflexos aqui. Devo salientar também que a economia brasileira está sim mais sólida e mais bem preparada do que estaria há dez anos e que os efeitos da crise de todo modo serão menos sentidos no Brasil (e nas potências emergentes em geral) do que nos países desenvolvidos. Mas de toda forma os primeiros reflexos já começaram a ser sentidos, empresas que trabalham principalmente com exportação estão tendo queda de vendas, assim como as automobilísticas, o consumo diminuiu e o desemprego está em ascenção. As indústrias começaram a fazer cortes significativos em seus quadros de funcionários, diminuição da jornada e redução de salários.O governo tomou medidas que para muitos ainda é considerada como tímida, mas diminuiu a taxa de juros, e cortou impostos em operações financeiras e comerciais com o intuito de destravar o crédito, baratear as vendas e os consumos. Os bancos oficiais como CEF, BB e BNDES criaram taxas especiais e novas linhas de crédito para subsidiar investimentos privados. As verbas em investimentos públicos também foram mantidas, como as obras do PAC e ajudas diretas às montadoras de veículos foram liberadas tanto pelo Governo Federal quanto pelo Governo do Estado de São Paulo, com a intenção de diminuir os efeitos da crise economica no Brasil e principalmente evitar o a perda de postos de trabalho. O trabalho é difícil e os governos precisam agir com muita competência e criatividade para evitar que os efeitos da crise cheguem ao Brasil com a mesma força que atinge os países mais ricos, para que não ameace todo o progresso na nossa economia que conquistamos na última década.
A NOVA ORTOGRAFIA DA LÍNGUA PORTUGUESA: O dia 1º de janeiro de 2009, além de ser o primeiro dia do ano, começou também com uma grande mudança na escrita da nossa lígua mãe. Cerca de 1,5% das palavras de língua portuguesa sofreram modificações diretas com o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, ratificado entre 2007 e 2008 por todos os países de língua portuguesa na Europa, América e África, incluindo os dois principais, Portugal e Brasil.
Isso na verdade pode ser considerado como um sinal dos tempos e uma transformação que temos o privilégio de presenciá-la. Várias palavras que aprendemos escrever de uma determinada forma, agora vamos ter que reaprender a escrevê-la, o que para muita gente pode causar um certo desconforto e até comodismo em não quererem se adaptar.
O fato é que para a população em geral, podemos usar sem problemas as duas formas até dia 1º de janeiro de 2011, mas para a órgãos oficiais, governamentais e imprensa a nova regra já está valendo.
O que muda é basicamente na forma de acentuação das palavras. O já abandonado há anos trema (¨), agora deixa a cena de vez. Sua utilização será somente para grifar palavras de origem estrangeiras. O hífen também não será mais utilizado em palavras que já conhecemos como auto-estrada que passará a ser autoestrada e passará a ser utilizado em outras microondas que agora é micro-ondas.
Alguns casos de ditongos deixas de ter acentuação. Caso de européia = europeia; idéia = ideia; jibóia = jiboia. Outras ainda perderam o acento circunflexo como vôo = voo e enjôo - enjoo.
Vai ser tudo uma questão de aprendizado e adaptação de agora por diante, mas uma coisa é certa a forma que estávamos acostumando à escrever algumas palavras agora deve ir diretamente para o Museu da Língua Portuguesa.

O FIM DA ERA BUSH E SUA HERANÇA: George W. Bush tem 62 anos e sua vida política vem de berço. Seu pai George Bush foi presidente dos Estados Unidos entre 1989 e 1992, além de ter sido um dos políticos mais influentes de seu Estado e do País. George W. Bush é de uma família rica a tradicional do Estado americano do Texas, onde foi governador entre os anos de 1993 e 2000. Pertencente ao Partido Republicano, sempre foi adepto de uma política conservadora, religiosa o qual também sempre apoiou a pena de morte e o uso de armas de fogo.
Nas eleições presidenciais do ano 2000, George W. Bush foi eleito presidente em uma das disputas mais questionadas da história. A sua vitória contra o adversário democrata Al Gore foi por apenas 223 votos, os quais foram recontados durante 24 dias no Estado da Flórida que foi decisivo para o candidato republicano chegar à Casa Branca.
Assumiu o Governo com um País um tanto "cansados" após oito anos do democrata Bill Clinton que teve a imagem manchada com escândalos pessoais. O Congresso era relativamente divido, mas não apresentava grandes dificuldades à Bush.
No dia 11 de setembro de 2001, apenas 8 meses após a sua posse, o governo Bush foi surpreendido com os ataques terroristas que derrubaram as torres gêmeas do World Trade Center em Nova York, além de ataques ao Pentágono em Washington e um avião de passageiros que caiu na Pensilvânia. Bush a partir daí começou a demonstrar ao mundo todo seu pontencial bélico e seu mínimo desejo de resolver as questões diplomaticamente. Menos de 48 horas após aos ataques invadiu o Afeganistão à procura de terroristas chefiados por Obama Bin Laden, mesmo sem qualquer indício que esses pudessem de fato estar lá. Foi solicitado ao Congresso que verbas para à Defesa aumentassem significativamente e com isso foi traçando sua estratégia.
Nas eleições parlamentares de 2002, Bush ganhou um presente. A população estava aterrorizada e complexada. Com isso, utilizando os argumentos de que os Estados Unidos não poderiam falhar em conter um novo ataque terrorista, o Partido Republicano ganhou a maior parte das cadeiras do Congresso americano, dando então carta branca para apoiar qualquer projeto de George W. Bush.
Meio que por uma obesessão pessoal e familiar, Bush estava disposto à terminar uma guerra iniciada por seu pai em 1991, a Guerra do Golfo. Sem qualquer tipo de prova real e passando por cima das decisões do Conselho de Segurança ONU (Organização das Nações Unidas), desmoralizando essa instituição, o Congresso aprovou um ataque ao Iraque, sob o pretexto de que o então presidente Sadam Houssein estivesse produzindo armas químicas para serem utilizadas contra os EUA. No dia 20 de março de 2003 deu-se início então à uma das mais desastrosas campanhas militares feita pelos americanos. No dia 9 de abril daquele mesmo ano Sadam deixou a capital Bagdá e fugiu.
Os EUA mesmo com todo seu potencial bélico não conseguiam conter os insurgentes que transformavam em um verdadeiro desastre as estratégias militares no Iraque. Devido à isso, Bush solicitou mais verbas ao Congresso para custear a guerra e o envio de mais soldados, a maior parte deles, jovens entre 18 e 22 anos, sendo um total desrespeito à vida e às famílias.
No ano de 2004, George W. Bush foi reeleito presidente dos Estados Unidos para um mandato de mais quatro anos. Ainda complexados com o terrorismo e crentes que somente um governo forte e com autoridade militar poderia impedir novos ataques e proteger a sociedade americana, tudo isso representado em Bush. Logo após a eleição devido à sua maioria no Congresso, Bush declara que os americanos lhe deram mais um mandato para fazer o que quisesse.
Em agosto de 2005, Bush demonstrou uma das maiores incompetências de seu Governo. A cidade de Nova Orleans (de maioria negra e pobre) no Estado da Louisiana foi arrasada por um furação de categoria 5, o Katrina. Desastres climáticos, são impossíveis de serem detidos, mas podem ser amenizados e os Estados Unidos têm experiência nesse tipo de situação. A verdade é que a demora e a má vontade do governo em socorrer os atingidos colaborou com a morte de quase 10 mil pessoas e a destruição praticamente total da cidade.

No ano de 2006, Bush vendo a situação no Iraque se agravar solicita ao Congresso a aprovação de mais de US$ 5 bilhões para custeio das guerras e o envio de mais tropas ao país do Oriente Médio. Naquele mesmo ano, George W. Bush tem o seu primeiro golpe. Nas eleições legislativas o Partido Democrata retoma a maioria da Câmara e pela primeira vez em 80 anos passam a ter a maioria também no Senado (geralmente mais conservador), limitando o poder presidencial, resultado da descrença dos americanos com a política externa e interna. Além dos bilhões de dólares dos contribuintes gastos com a guerra e centenas de vidas de soldados perdidas no Iraque e Afeganistão, os americanos também sofrem com problemas sérios na economia, educação e saúde. Sendo assim, Bush passou a ser um presidente "pato manco", aquele que depende totalmente da boa vontade da oposição no Congresso.
Se não bastasse guerras, descaso com a população e gigantescos gastos públicos desnessecários, a política economia do governo Bush também levou o País à um desastre. Essa sempre baseada na redução de impostos à grandes empresas e conglomerados (principalmente os petrolíferos) e nenhuma intervenção do Estado na economia, um mercado totalmente livre, sem qualquer tipo de marco regulatório, onde o que sempre valeu foi a especulação e os lucros improdutivos estratosféricos.
No final de 2007 a bolha começou a explodir com a crise imobiliária, que em poucos meses foi se espalhando para todos os outros setores da economia, minando a cada dia o mercado americano. Resultado, os Estados Unidos terminaram 2008 na pior crise economica de sua história, com recessão e desemprego em massa.


No geral, o governo Bush foi um desastre, avaliado como um dos piores da história americana, movido à gafes e erros estratégicos graves. Duas guerras não terminadas, bilhões de dólares dos contribuintes gastos com elas, sistemas públicos de saúde e educação sucateados e o país na pior crise economica de sua história. Para alívio do mundo todo, Bush na verdade, foi tarde. Não é à toa que sua despedida foi à base de sapatadas.
























































Quarta-feira, 8 de Outubro de 2008

BRASIL, UM PAÍS DEMOCRÁTICO?

No último domingo, dia 05 de outubro o Brasil deu mais um passo rumo à consolidação de sua democracia. Tivemos o primeiro turno das eleições municipais quando mais de 5 mil municípios brasileiros elegeram ou reelegeram seus prefeitos e vereadores e algumas dezenas delas agora seguem para o segundo turno dessas eleições. Foi uma eleição de paz que transcorreu sem grandes problemas em quase todas as regiões brasileiras, isso mostra que o brasileiro está cada vez mais inteirado com o poder do voto e também com o direito de votar. Quase 130 milhões de eleitores foram às urnas o que coloca o Brasil entre um dos maiores países democráticos do mundo. Mas aí vem a questão. Será que somos mesmo um País democrático? A resposta dessa pergunta é muito ampla e bastante discutível, mas irei apresentar um pouco aqui das minhas idéias sobre isso. Se estamos eleitoralmente falando, realmente o Brasil é sim uma democracia. Uma democracia jovem é verdade, em um País que após 22 anos de ditadura militar está ainda reaprendendo a votar em pouco mais de duas décadas. Mas já somos uma das maiores democracias do planeta, todo cidadão maior de 18 anos não só tem o direito quanto a obrigação de ir prestar seu voto em cada pleito, assim como qualquer brasileiro que tenha a maioridade pode filiar-se à um partido político e concorrer à um cargo público, sem contar que temos o sistema eleitoral mais moderno do mundo e com tecnologia totalmente nacional.

Porém, apesar de tudo isso, estamos longe de considerar o Brasil um País integralmente democrático. A palavra Democracia vem do grego demo=povo cracia=poder, ou seja, "Poder do Povo", podemos nesse País eleger quem queremos, mas isso não quer dizer que o poder é de fato do povo, pois a renovação de quem comanda infelizmente não acontece no ritmo o qual deveria.

Além do que, quando tratamos de democracia, para ela ser plena e o povo ter literalmente seus direitos, tudo deveria ser de fato democrático como manda nossa Constituição Federal, ou seja, a população brasileira deveria ter direitos e deveres iguais o que nós sabemos não acontece dessa forma.

Socialmente falando o Brasil está a anos-luz de ser uma democracia. Em uma Nação onde existem pessoas que são consideradas as mais ricas do mundo vivendo ao lado de pessoas que não tem sequer um teto para passar à noite. Bairros tão sofisticados como de Países desenvolvidos ao lado de favelas e submoradias. Realmente é inaceitável esse tipo de democracia.

Democracia é o povo ter o direito de ter uma casa decente para viver e criar seus filhos, educação de qualidade para todas as crianças, tornando cidadãs para amanhã poderem exercer o direito democrático de votar e serem votadas usando sua própria consciência, trabalho e emprego para todos que queiram trabalhar, cidades dignas, saúde de qualidade e não alguns em hospitais 5 estrelas enquanto a maioria morre em corredores de hospitais públicos aguardando atendimento.

Se hoje, apenas 20 anos após uma ditadura já conseguimos novamente ser uma democracia eleitoral exemplo para mundo, temos agora que nos utilizarmos desse exemplo para sermos futuramente uma democracia, uma democracia de verdade, pois somente quando o povo tiver direito à tudo de forma igualitária aí sim poderemos nos considerar um País democrático.

Gregório Luiz Anaconi

Domingo, 5 de Outubro de 2008

A GRANDE FESTA DA DEMOCRACIA


Boa tarde,


Hoje é dia 5 de outubro de 2008, dia do primeiro turno das eleições municipais e é hoje que é definido o novo prefeito e os novos vereadores na maior parte dos municípios brasileiros. São 5.563 cidades e mais de 128 milhões de eleitores, além do que o Brasil é a maior democracia informatizada do mundo. Realmente uma festa: a festa da democracia.

Todos nos sabemos que a política no Brasil ainda está longe de ser perfeita e na minha opinião democracia não se resume apenas no direito de votar e ser votado, isso é uma parte (muito importante por sinal) dela. Mas democracia vai muito mais além, um País democrático por inteiro é aquele que não diferencia seus cidadãos, onde todos tenham um nível razoavelmente parecido de serviços públicos como educação, saúde, transporte e uma melhor distribuição de renda. O Brasil infelizmente é um lugar que não alcançou essa fase da democracia, e a maneira mais rápida de conseguirmos isso é através do dia de hoje. Temos a democracia política, podemos votar, podemos discutir nossas idéias, podemos ser contra ou à favor e isso é uma arma muito valiosa. É através dessa arma e através desse dia 05 de outubro que nós brasileiros acolhemos mais uma etapa da Festa da Democracia, é através desse dia elegeremos nosso prefeito e nosso legislativo municipal.

Então vale o recado: à você cidadão vote, utilize essa sua arma para conseguirmos ser futuramente um País com uma democracia plena em todos os sentidos, utilize essa arma para eleger aquele candidato que após 90 dias de análise você acredita ser o mais capaz para conduzir sua cidade de uma forma mais digna, propiciando à ela um futuro melhor. Vote com consciência, mais uma vez repito aqui, não venda seu voto, não vote só porque ele é compadre ou porque o coitado está desempregado. Vote pensando na sua cidade, na educação de seus filhos, na sua próxima consulta médica. Vote pensando que somente assim conseguiremos uma cidade melhor à todos, utilizando essa valiosa arma nesse dia de hoje.

À você candidato: Se eleito preze pela população, sua obrigação será fazer com que o Estado sirva nossa gente, tenha visão de futuro, lute por todos de forma indiscriminada sempre que possível, lute pelos ideais que sempre acreditou, não se venda por cargos ou benefícios do lado obscuro da política, todos nós sabemos que a tentação é grande, mas pense no bem comum, pense em nossas crianças, nossos trabalhadores e nossos idosos, pense que tudo começa pela cidade, uma cidade desenvolvida e bem governada é o pilar para que construamos um grande País.

Para todos um bom voto. Votem consciente. Feliz Festa da Democracia. Parabéns aos prefeitos e vereadores já eleitos no dia de hoje. Boa Sorte e Ótimo Governo!


Gregório Luiz Anaconi

Terça-feira, 30 de Setembro de 2008

UM FENÔMENO CHAMADO LULA


Boa noite,

Essa semana, dia 29/09/08 o IBOPE divulgou a sua mais recente pesquisa encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) para avaliar o Governo Lula. Resultado: a avaliação tanto do governo quanto de sua imagem pessoal continuam crescendo de forma impressionante, podemos até dizer fenomenal. Nos números de setembro o governo Lula teve 69% de aprovação, índice até então não alcançado por nenhum presidente após a redemocratização brasileira. A avaliação pessoal do presidente vai mais além, 8 em cada 10 brasileiros aprovam a conduta de Luís Inácio, ou seja, 80% da população. Com um índice tão alto, isso nos mostra que todas as classes sociais aprovam o governo, desde os mais pobres, beneficiados pelo Bolsa Família o qual muitos consideram como programa populista, mas o qual a ONU premia como o melhor programa de transferência de renda do mundo assim como boa parte (mais de 50%) dos brasileiros das classes A e B. Essa grande aprovação do governo por parte da classe alta da sociedade se deve principalmente aos avanços e ao bom momento com que passa a economia brasileira.


Duarante o Governo Lula várias conquistas foram alcançadas, como a grande reserva de dólares que chega a US$ 200 bi, capaz de pagar toda a dívida externa do País o que permitiu que o Brasil pela primeira vez na história deixasse de ser devedor e passasse a ser credor no cenário internacional. Como exemplos podemos citar também a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) que se tornou uma das mais fortes do mundo ao conquistar o "Investment Grade" ou "Grau de Investimento". No ano de 2007 a economia cresceu 6%, o setor exportador está mais forte que nunca, assim como a indústria que chega a expandir quase 10% a.a. Esses são somente alguns exemplos bons dentre muitos outros que podemos citar na economia e vale lembrar que foi na gestão de Lula que a Petrobrás (após muitos anos de investimentos e pesquisas, obviamente) encontrou no litoral brasileiro reservas de petróleo que permitirá ao Brasil em poucos anos ser um dos maiores produtores do produto no mundo.


Sendo assim, Luiz Inácio Lula da Silva está com a "bola toda" mesmo, seja para a alegria da equipe de governo e para um futuro sucessor ou sucessora, seja para a tristeza da oposição que sub-julgava um trabalhador, chamado de forma pejorativa por muitos de "semi-analfabeto" um dos presidentes mais bem avaliados de todos os tempos. Um trabalhador que em seu governo conseguiu fazer muito mais que letrados e intelectuais não fizeram. Torço muito para que o Governo Lula continue com êxito e que o próximo presidente a partir de 2011, independente de que partido seja dê continuidade e aperfeiçõe esse projeto que levará o Brasil à futuros promissores.
Gregório Luiz Anaconi

Segunda-feira, 29 de Setembro de 2008

E CONTINUA CAINDO...

Boa noite,

Minha intenção era realmente não falar mais sobre assunto, pelo menos não tão já e de forma triste. Mas depois das notícias que tivemos hoje preciso falar novamente sobre a "crise americana" que está cada dia mais próxima de nós.
Hoje dia 29/09/08 o índice Bovespa, principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo despencou 9,36% após o Congresso americano rejeitar o pacote de medidas que previa a injeção de US$ 700 bilhões na economia daquele País. Depois do desastre econômico provocado pela incompetência do Governo Bush, a aprovação desse pacote é primordial para evitar o esfarelamento da economia não só daquele País como do mundo todo, mas isso é uma prova que diferentemente do que acontece no Brasil, os Estados Unidos têm uma forte resistência para transferir dinheiro público ao setor privado. Uma prova disso é o Congresso não ter aprovado o pacote econômico hoje, pode até aprová-lo nos próximos dias, mas pelo menos já deram uma lição no presidente Bush. No Brasil, no ano de 1996 foi criado o PROER um plano de salvação elaborado pelo Governo Federal para salvar os bancos em crise e foi muito fácil aprová-lo no Congresso. Quem será mais capitalista, nós ou eles?

Voltando ao presente, no pé em que está a situação torço muito para que o pacote seja sim aprovado e mais uma vez espero que essa crise seja o mais breve possível não provocando sérias complicações na economia brasileira. Pois quando eles (os imperialistas) criam regras para as economias emergentes, nós a cumprimos sob a pena de represálias. Enquanto isso eles não cumprem regra alguma, fazem os que querem da própria economia e quando quebram a pena vai para todos, inclusive para os pobres que mais uma vez pagam o pato. Sinceramente, torço para que essa crise se restrinja à eles e cada um com seus problemas.

Gregório Luiz Anaconi

Sexta-feira, 26 de Setembro de 2008

O IMPÉRIO BALANÇADO. SERÁ QUE CAI? REFLEXÕES SOBRE A CRISE DOS EUA.


Para quem freqüenta bancas de revistas e jornais pode ter notado que essa semana a capa de todas as principais revistas de informações e a primeira página dos maiores jornais tanto do Brasil quanto do mundo tratou de basicamente um assunto: o colapso no sistema financeiro da maior potência do planeta. O dia 15 de setembro de 2008 foi considerado nada menos do que o pior dia para os negócios em Wall Street (centro financeiro mundial) desde a a crise de 1929.

Quem nesse dia acompanhou canais de notícias econômicas como CNN, Bloomberg ou Globo News via que os gráficos e as setas eram todos vermelhos, as bolsas de valores do mundo todo amargavam perdas bilionárias. Tudo isso porquê a maior potência economica do mundo, os Estados Unidos entram em uma série crise financeira, batizado como "crise das hipotecas". De forma bastante superficial o que ocorreu foi o seguinte: Entre os anos de 2003 e 2006 a economia americana vivia um momento de recuperação, de estímulo ao consumo e juros baixos. Com esses juros baixos, muitos bancos passaram a financiar a casa própria dos americanos, com parcelas que levarão dezenas de anos para serem pagas, chamadas então de "subprime" ou de alto risco, ficando essas à título de hipotecas. Esses bancos também fizeram muitos financiamentos, principalmente de outros bancos (os chamados bancos de investimentos) para poderem dar continuidade ao processo de financiar mais casas à longo prazo e isso se tornou uma febre, milhões de americanos então conquistaram o sonho da casa própria. No final de 2006 uma triste surpresa, a inflação oficial dos Estados Unidos ficou bem acima do esperado, sendo assim, o Fed (Federal Reserve ou Banco Central dos Estados Unidos) foi obrigado à elevar os juros. Com juros altos, muitos americanos passaram a não ter dinheiro para pagar as parcelas de suas casas próprias e começou a onda de calotes, além disso, com juros altos diminuiu a procura por esse tipo de financiamento e o valor dos imóveis despencaram. Sendo assim, mesmo que recebam esses imóveis à título de hipotecas, os bancos ainda ficarão no prejuízo. Como tudo no capitalismo é um ciclo, seja para o bem ou para o mal aqueles bancos de financiamento que emprestaram dinheiro também foram caloteados pelos que receberam dinheiro. Resultado, prejuízo e falência de grandes instituições financeiras americanas, como o tradicional banco de investimentos Lehman Brothers que resistiu até à crise de 29, mas ouviu um ecoante "não" para o seu pedido de ajuda ao governo americano e decretou falência no dia 15 de setembro de 2008. A AIG outra gigante do mercado financeiro dos EUA só se salvou porque essa sim conseguiu o disputado crédito fornecido pelo Governo.

Mas a crise de crédito e hipotecária já se arrasta há pelo menos dois anos e a incompetência do Governo Bush permitiu que ela chegasse nesse estágio, não tomando medidas sérias no início. O sistema capitalista tem muitas falhas e quando elas aparecem, todos pagam por isso. Esses mesmos bancos que hoje estão à beira da falência há alguns anos lucrou bilhões com especulações que não gerou nenhum tipo de riqueza coletiva ou empregos. O Governo capitalista de George Bush, assim como grandes instituições financeiras de caráter supra-nacionais (FMI, BIRD, Banco Mundial) sempre abominaram intervenção estatal na econômia. Ou seja, o próprio mercado se auto-regula e consegue sair de suas crises sozinhos. Será? A prova de que isso não existe é que o Presidente Bush está quase implorando para que o Congresso dos EUA aprove a liberação de US$ 700 bilhões para salvar insituições à beira do colapso e evitar um estrago ainda maior. Dinheiro esse, do contribuinte que paga seus impostos, dinheiro que poderia ser utilizado em outros fins, como educação e saúde, mas o Governo dos EUA prefere (por conta de sua incompetência) salvar os grandes banqueiros.

Se a grande águia americana irá virar uma pombinha eu não sei e torço sinceramente para que isso não aconteça, pelo menos não dessa forma. Mas o importante é que essa crise não atinja o Brasil, principalmente agora que estamos caminhando para um futuro mais próspero. Estamos precavidos sim, mais resistentes do que há 10 anos, mas uma catástrofe econômica no centro mundial dos negócios não permite que ninguém saia ileso. O presidente Lula ao abrir os discursos na Assembléia Geral das Nações Unidas disse que " privatizar os lucros e socializar as perdas é injusto" o que eu concordo plenamente, enquanto estão ganhando, somente eles (os bancos) ganham, quando perdem, todos pagam. E torço sinceramente para que quando a imprensa questionar ao Lula: "E a crise?", ele continue respondendo: "Que crise? Pergunte ao Bush!".
Gregório Luiz Anaconi

Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008

PETRÓLEO QUE SE TRANSFORMA EM EDUCAÇÃO


Em meados do ano de 2007, a Petrobrás anunciou que havia descoberto na Bacia de Santos (litoral paulista) uma megareserva de petróleo, capaz de colocar o País entre os dez maiores produtores da "commoditie" mais cobiçada do mundo. Todo esse óleo está localizado no que a estatal batizou de "Campo Tupi" em uma profundidade que pode chegar a 4.000 metros, numa camada do subsolo chamada pré - sal, ou seja, nenhuma petrolífera do mundo tem tecnologia suficiente até os dias atuais para extrair óleo de maneira comercial em tamanha profundidade, mas o animador é que a Petrobrás só conseguiu encontrar essa enorme quantidade de óleo por ser justamente líder mundial de extração de petróleo em águas profundas, assim sendo, com tecnologia basicamente brasileira. Além do Campo de Tupi, dois outros mega-campos foram localizados na mesma região no início do ano de 2008, inclusive o Campo de Júpiter que de acordo com estudos feitos pela Petrobrás e pelo Governo pode ter a mesma quantidade de petróleo que o Campo de Tupi.
Pois bem, como vimos, o Brasil no último ano teve uma chuva de boas notícias o que fez até o governo brasileiro ser apelidado no exterior de "novo sheik do petróleo" o que não deixa de ser verdade, já que nem o próprio Ministério das Minas e Energia sabe ao certo a quantidade de oléo de boa qualidade existente nessa região e que pode ser bem maior do que a já encontrada. Além disso, em no máximo 6 anos, o País já terá tecnologia suficiente para explorar o óleo do "pré-sal". Mas o objetivo desse post é sobre a utilização da "enxurrada" de dinheiro que´o País terá após isso. Será muito dinheiro mesmo e não podemos deixar o Brasil perder mais essa oportunidade.
Nos últimos 10 anos a economia brasileira parece estar "entrando nos trilhos", está mais sólida, todos os indicadores econômicos e sociais dos últimos 5 anos são muito positivos. A economia cresce, o desemprego é o menor de muito anos, se continuarmos nesse ritmo poderemos sim nos tornarmos um País desenvolvido dentro de poucas décadas. Mas será que um País sem educação e sem mão-de-obra qualificada conseguirá manter seu crescimento e se tornar uma Nação plenamente desenvolvida? A resposta obviamente é não. Alguns outros países, com economias até menos dinâmicas que o Brasil descobriram isso já há algum tempo e deram um passo à frente. A Espanha a partir da década de 60 passou a investir pesadamente em educação e se desenvolveu, com o Japão aconteceu o mesmo. A Coréia do Sul era um país com indicadores sociais muito piores que os brasileiros até a década de 70, quando o País passou a fazer a revolução através da educação e hoje é um dos maiores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) do mundo. No Brasil, sempre ficamos aquém disso. Governos e governos que se passaram, sempre deixaram a educação em segundo plano, principalmente para a massa da população, dando o direito à educação de qualidade somente para a pequena população mais rica da sociedade brasileira. Um dos motivos? Sociedade bem educada pensa. E quem pensa sabe votar, não tem voto de cabresto, não vende seu voto, questiona, cobra. Tudo que a oligarquia que sempre governou o Brasil menos quis.
Atualmente o Governo Federal através do Ministério da Educação lançou uma proposta, nada menos do que interessante. Utilizar parte desses bilhões de dólares que serão injetados na economia nacional quando o petróleo do "pré-sal" passar a ser explorado e investir de forma maciça no sistema educacional brasileiro. Seriam investimentos da ordem de 7% do PIB em todos os níveis da educação, desde infantil até o superior, o que de acordos com dados do próprio Ministério e da ONU em 2021 o Brasil teria educação com a mesma qualidade dos Estados Unidos e da Espanha, por exemplo. Nada mais justo, o petróleo encontrado na Bacia de Santos deve sim ser socializado, não pode se concentrar nas mãos de meia dúzia de pessoas que sempre ficaram com toda a renda nesse País ou então ir parar nos cofres abarrotados de empresas dos EUA, Europa e Japão. A melhor maneira para que esse dinheiro seja socializado é na educação. Nada mais sábio que essa proposta, pois é uma medida onde todos saem ganhando. Passaremos a ter uma Nação bem educada, com mão-de-obra qualificada, com consciência política, um caminho certo para que em pouco mais de 20 anos sejamos uma das maiores economias do mundo. Além de sermos o "celeiro" do planeta, o maior produtor mundial de alimentos, seremos também o maior produtor energértico (quando juntamos petróleo + etanol) e se essa proposta for levada a sério, seja pelo Governo atual, pelos próximos governos e pela sociedade, teremos um dos melhores sistemas educacionais do mundo. O investimento tem que ser grande para suprir centenas de anos perdidos, mas a sociedade precisa cobrar seus direitos, direito a se beneficiar com o dinheiro do petróleo, direito de que esse bem tão valioso seja de todos e não mais uma vez somente de alguns.
Gregório Luiz Anaconi